Conto do desencanto

 


Apregoa-se com cores densas e musicas que fazem sonhar, produtos que fazem ser ou sentir bem-estar ou um imaginado estatuto. Basta ter aquele carro, aquela marca de perfume, uma casa no bairro xis, frequentar o restaurante da moda, vestir a roupa que nos cataloga, o telemóvel topo de gama, ou até ter os filhos a estudar no colégio tal. Tudo extrínseco e vertente da inverdade da vida e da verdade da depressão, neurose ou psicose que atinge a real vivência acima das possibilidade do século corrente. O interior pouco importa. Pouco importa que o ensino ensine mesmo e se acredite que o esforço e o trabalho valham a pena. A felicidade vem de dentro para fora e não de fora para dentro. A comparação ao outro é o pêndulo do sucesso. É mesmo o conto do desencanto.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Blogger Cardílium

O pai natal foi um filho da puta

Prestianni - viva todas as cores !