Conto filosofico

 


Filosofia dos porteiros das casas nocturnas bem frequentadas ou não.

 

Parecem se todos paridos pela mesma mãe. Escolhem todos o mesmo tipo de actividade diurna, normalmente ginásios. Tomam anabolizantes para inchar, e têm pescoço de porco. Cortam todos o cabelo no mesmo sítio. Vestem-se todos de igual. De negro escuro. São cinzentos e não sorriem. São mal-educados. Fingem-se distantes e abstractos. Absortos, imagino-os a fazer crochés no colinho da mamã. Acho-os sem apetite sexual e abichanados. Completamente o inverso da imagem tentada, em vão transmitir. Os das casas mal frequentadas, ambicionam subir na classe e chegar a um Kremlin, em plena 24 de Julho.

 

Segundo Immanuel Kant, que tentou compreender os limites racionais do comportamento humano e deste modo atingiu a discussão sobre o carácter formador da identidade cultural, a ponte entre um rigor conceitual, formador de toda a filosofia kantiana, capaz de abranger os conflitos humanos desde a consciência à prática, assim como da intenção à acção, possibilita uma dialética entre a verdade filosófica, e a realidade histórica e cultural da civilização.

 

Os porteiros das casa nocturnas são um produto inventado da civilizacao contêmporanea, sob forma de um gueto e do conflito humano, num espaço supostamente de diversão que se torna em terror e medo. Musculos inflamados, ausencia de neuronios e humanidade, a partir de uma divisão entre o inteligível e o sensível. As formas de conhecimento em duas partes constitutivas: uma parte pura não empírica, onde se localizam os princípios à priori independentes da sensibilidade. E a parte empírica ou impura, que consiste nos “preceitos baseados na experiência” recebidos através dos sentidos extrinsicos e violentos.

 

É assim que filosoficamente, entendo os porteiros das casas nocturnas bem frequentadas ou não… :-)

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