Entre o nascer e o morrer existe a experimentação
Nascer, aprender, viver, experimentar, estabilizar, apreciar e morrer.
Nascemos desprovidos de tudo aquilo pelo que lutamos. Guerreamos interiormente e exteriormente para partirmos exactamente sem nada do que lutamos. E nada é nada. Partimos da vida desprovidos de pessoas e bens, tal qual como chegamos.
Aprender ou apreender é o caminho da nossa existência. Aprendemos onde menos esperamos e com quem menos esperamos. Ensinamos sem consciência que o estamos a fazer. A desilusão é vasta e densa e transforma-se em desadmiração.
Viver é um exercicio sem formula resolvente. É um empreendimento unipessoal. É a magia de não saber nada do minuto a seguir que a vida nos oferta. É deus e o diabo no mesmo quarto. É o amor e o odio no mesmo sofá. É a alegria e a tristeza na mesma praia. São as sementes e a selectividade de nos darmos em permante aprendizagem, sem fim.
Experimentar é arriscar e crescer.
Estabilizar é regar de auto-estima, conhecimento e transformação, a mutação constante da humanidade que trasportamos em nós.
Apreciar são os presentes que os nossos sentidos no seu mais elevado estado de prazer nos oferecem. Podem estar num abraço, num sorriso, num quadro, numa musica ou num poema.
Morrer é nascer outra vez. É saudade.
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