Por lá, mais do que por cá !
Montes gerados de montanha e serras altivas, sustentam-me,
Sustenta-me o olhar cortado de horizonte,
Por lá, mais do que por cá,
Pendurado curvo-me,
Pesado caio,
O amor passa imprevisto,
Sustenho-o,
Acredito na minha vaidade,
De saber de amor,
Amarro-me prisioneiro,
Dou-me estatuto e competência,
Sou louco lúcido de pensamentos desprendidos,
Para lá da colina já é manhã,
Manhã acordada do lado de lá,
Por cá adormece uma noite inventada,
De acordes, falatório, agua, café e pão,
Como será a madrugada no estrangeiro?
E os caminhos?
As serras de lagoas dentro?
O mar por alto,
O baixo mar,
E as marés?
O frio?
As borboletas?
E os girassóis,
Os cabos de mar?
As rochas e a ventania,
As poças desenhadas de agua
A chuva
E o ventre da mulher mãe?
Será por lá como por cá?
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