Carpe Diem
Entre certezas sabidas mais à frente e esperanças vividas de momento respeito o que o meu corpo me pede. Curioso como cada momento da vida, é feita da absoluta e plena necessidade corporal, entrelaçada de força mental, sensorial, emocional e física. No conhecimento que se quer, tudo e todas as vicissitudes são tomadas de decisão, que não são hipóteses de o não ser. Curiosa esta impotência de nos entregarmos assim na mão de alguém que nos ajuda sem reservas.
Confiar foi a descoberta mais aliviante que tive nos últimos dias. Confio em mim, confio nos outros. É estranha esta forma fácil de confiar, de respeitar que não está nas minhas mãos outra coisa senão decidir, iniciar o processo de tomada de decisão, sem preocupações em controlar a decisão dos outros, numa humilde atitude de reconhecimento da sua competência e profissionalismo.
O desconhecimento inter pessoal foi uma ajuda. Foi exactamente o contrário das relações inter pessoais onde o conhecimento e o medo de maleitas e misérias emocionais me fazem fugir, adiar e não confiar.
Resumindo: as coisas importantes da vida são confiáveis não nos falham. As não confiáveis falham-nos antes de serem confiáveis. Enviam-nos sinais pelo tempo. O tempo não é cego. Confirma-se e desconfirma-se. Este texto é escrito numa faixa estrita, frágil e vulnerável, de uma dificultosa e hiper sensibilidade, de um período de convalescença entre amigos e de quem cuida de mim. E está tudo bem :-)
Carpe Diem
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