Convalescença

 


Florir de seiva o companheirismo. A poesia é uma arma, eficaz e incisiva de respostas cultivadas de paz. Arremesso sementes ao fogo. Um fogo bravo de revolta que o mar tem antes de se amainar. Como eu. Tal e qual. Florescem passos, um a seguir ao outro. Ensinado pelo o anterior, o seguinte. Obedeço-me. Respeito-me. Durmo cansado pela posição recomendada destes dias feitos de noites também, feitos de horas acordadas mais que adormecidas, adormecidas apenas pelas partes valorizadas e fisiologicamente respeitadas.  Mais um caminho, mais um desafio que não me vergará. Já o vejo, mais há frente conseguido e alcançado. Tenho dores que não alimento, são mordidelas de cura. São dores atravessadas de saúde e recuperação, não tenho jeito para estar doente, por falta de hábito talvez, mas não tenho jeito.  Tenho um desenho nas costas, um traço, uma cicatriz para juntar a tantas outras não visíveis mas igualmente massacrantes e cristalizadas em mim. E assim me encontro nesta convalescença em que o tempo é um desafio com final anunciado.

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