Escarlate !

 


Escarlate viva cor,

De estradas antes descobertas,

Cor do sangue dos meus braços,

Sol amargo e a noite doce,

Embrenhados, emaranhados,

Dói o meu peito que te trouxe.

 

A descoberta sã da paixão,

De uma face cândida e esbelta,

De um prisão assoalhada,

Sem grades e sem janela,

De uma folha branca, branca,

Feita da madrugada bela.

 

Ainda não sei do teu olhar,

Dos teus lábios, do teu sorriso,

Do teu cheiro forte e denso,

Do teu mundo e o paraíso,

Do teu trilho azul do céu,

Da tua voz, do teu sorriso.

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