Bailarina
Se a minha boca são lágrimas,
E os meus lábios carne viva,
No meu peito jazem cravos,
Que liberdade é mais que vida.
As minhas mãos desconhecem,
Um peito aberto em mim,
Pupilas negras são olhos,
São principio, não o fim.
Primeiramente madrugada,
Depois delírio, alucinação,
Guardado em sonhos o mar,
Feito de ondas a paixão.
Revoltado, desentendido,
A bruma veio matinal,
Farta, intensa, mensurável,
Forte e feita animal.
Animalesco, carinhoso,
Este sal e sentir perigo,
Azul céu debruado,
Nuvens, sóis e um abrigo.
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