Acerca da estagnação
Tenho dentro das minhas mãos ordens emanadas do meu cérebro. Ordens para roubar a quem rouba, para matar a quem mata, para libertar o libertador. Tamanho é o sofrimento, aquele em que me julgo capaz, de usar a justiça e ser justiceiro. O poder económico gere este aglomerado de “populaça” onde um é mais forte que o outro se for cotado em bolsa, ou ostentar sinais exteriores de riqueza mesmo que seja em leasing. O estatuto cego dos olhos do mundo.
Tenho tido tempo. Tenho lido livros que não são lidos. Livros que não estão no top ten, livros malditos escritos por malditos. Outros nem tanto mas por necessidade académica. Os livros têm direito à diferença. A diferença existe e abençoada seja. Abençoado quem dormiu no casal ventoso e não morreu.
- Obviamente que a diferença se tornou num sentimento que são vários sentimentos num só.
- Obviamente que extrinsecamente se vive em comportamento ajustado, com pensamento divergente e associativismo corporativo de sobrevivência reaprendida de tomada de decisão.
- Obviamente que se confia no que se pensa e decide, porque essa atitude devolveu a vida, família, emprego, amigos e capacidade cognitiva e emocional.
O poder decisório de ter acertado no cruzamento das quatro estradas, no caminho certo, gera confiança e auto-estima e mais uma “data” de catalogados sentires que não vem ao caso neste texto. Tal como os ensaios académicos, a intuição conduz-nos. Não me importo de viver em constante contestação e questionação, faz parte da supra acima referida... mutação.
Abençoado sejam os nao estagnados na vida. Estagnar nao é estar no mesmo sitio, bem os conheço bastante viajados.....
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