Henrique Medina Carreira

Parte superior do formulário

A economia vai derrotar a democracia de 1976. José Sócrates, é um
homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por
medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não
perceberam o essencial do problema do país. O desemprego não é um
problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na
economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso
custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas. A população não vai
aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós
estamos a viver. Este que está lá agora, o Sócrates, é um homem de
espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora. É gente de
circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade.
Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação
menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas
soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3
em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas
é sem açúcar. Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero
ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por
prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho
político!" Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para
pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em
vez de multiplicar «6 x 3 = 18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5,
6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o
futuro que está em causa! Os números são fatais. Dos números ninguém
se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos
últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu.
Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode
esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.
Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este
dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis? P'rá
gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha
que sim? A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um
aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela? Quer dizer,
isto está tudo louco?" Eu por mim estou convencido que não se faz nada
para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de
ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E
então, quanto mais complicado aquilo for...

Nós tivemos nos últimos 10 / 12 anos 4 Primeiros-Ministros:
- Um desapareceu;
- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
- E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"
O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal.
Tentou. Foi "exilado" para Londres.
O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris.
O Alegre depois não sei para onde ele irá...
Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio
dourado", ou então é entupido e cercado. Mas você acredita nesse
«considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é
orçamentada para 100 e depois custa 400?
Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é
um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia...
Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da
diferença! De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de
2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter
o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de
Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente.
Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que
estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos:
- Prometem aquilo que sabem que não podem."
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia
do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer
estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar.
Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o
pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que
querem estudar. Mas é inclusiva... O que é inclusiva? É para formar
tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha. Você acredita que num ano a média de
Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou
desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é
mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a
juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente
desgraçada!
A minha opinião desde há muito tempo é: TGV - Não! Para um país com
este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de
pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do
petróleo. Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós
ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que
é para não ir mais longe... Bragança com uma boa estrada fica muito
bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo
Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os
construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm
interesse, não é o Português! Nós em Portugal sabemos resolver o
problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o
Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os
nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no
estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes
perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um
país de papagaios... Receber os prisioneiros de Guantanamo? Isso fica
bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os
nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um
sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os
outros.
Olhemos para nós!
A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos.
Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise
passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa
crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de
que isto é a maldita crise. Não é! Nós estamos com um endividamento
diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por
dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa
Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar? Isso era o que
deveríamos ter em grande quantidade. Era vender sapatos. Mas nós não
estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir
dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe,
e depois ele sai logo a seguir..." Ouça, eu não ligo importância a
esses documentos aprovados na Assembleia... Não me fale da Assembleia,
isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...." Isto da
avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"»
Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores.
Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os
meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a
carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande
professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver
uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso
é descentralizar a «bandalheira». Há dias circulava na Internet uma
notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade"
uns meses, fez o 12º ano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas
oportunidades» e agora entra em Medicina... Bem, quando ele acabar o
curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse
atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..." É preciso que alguém diga
aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que
empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as
desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são
desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns
empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem
justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu
receio mesmo que acabe. Até há cerca de um ano eu pensava que íamos
ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos,
amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que
vamos empobrecer, mas com barulho... Hoje, acrescento-lhe só o
«muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito
barulho... Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia
haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os
portugueses que interpretem o que quiserem... Quando sobe a linha de
desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por
conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a
economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de
médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não
fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só
conversa e portanto, não acreditem... No longo prazo, também não
fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia
portuguesa. "Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta
interpenetração do político com o económico, das empresas que vão
buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto
não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque
é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve
haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta
coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali,
tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não
dá saúde nenhuma à sociedade. Este país não vai de habilidades nem de
espectáculos. Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros
a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são
ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para
isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes
problemas do país! Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os
vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»... Se vem
aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade,
sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que
pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir,
porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz
aldrabices, param para ouvir.
O Português está farto de ser enganado!
Todos os dias tem a sensação que é enganado!

Medina Carreira

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Blogger Cardílium

O pai natal foi um filho da puta

Prestianni - viva todas as cores !