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Fragmentos não sei feitos de quê mas negros, percorrem o meu corpo. Incontrolável esta dor. Apenas me resta esperar nas noites em branco e nos dias arrastados que me passe. Tenho saudades de dormir sem dor e acordar entusiasmado com o dia. Não entendo donde vem esta dor de uma cartilagem que não existe. Se for de esforço esforço-me para que passe. Nada posso fazer a não ser tomar umas pílulas grandes e vermelhas que me secam a boca do plástico. Tenho uma alma que por períodos se vai secando. Dou mil voltas na esperança de encontrar a tal posição. Percorro os minutos vermelhos de um relógio despertador na espera da manha. Sento-me e caminho, caminho e sento-me. Conduzo mal e em esforço mas acredito sempre, acredito que a próxima viagem vai ser mais confortável que a anterior. Sinto-me dono de umas chagas que não cicatrizam.
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