Sempre, se, e as suplicas

Sempre a duvidar,


Se o tempo vai mudar,


Se a razão vai amanhecer,


Com a noite a expirar,


Se os astros vão virar,


E o meu ente ser ou estar.


 


Se a mentira triunfar,


A verdade se exilará,


Se os poemas marejarem,


Será mais praia que mar,


As súplicas cantarão,


Nas vagas a madrugar.


 


Se o nome que gravei,


Terá a palavra amar,


Quando eu partir ou morrer,


Deixarei critério e obra,


E o meu peito a arder,


De adjectivo e boa nova.

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