Perder, Perder, Ganhar, Ganhar
Existe tudo para entender. O terreiro está repleto de seres alienados. Os copos reluzem nos corpos. As mãos são gestos de corpos dançantes inexpressivos. O não entendimento é o fascínio alexitimico. O olhar baço e terno da paranóia da ressaca, não é mais do que o medo de viver. Viver num despropósito continuado invadido de torturantes provocações que a vida oferece, a frio. Resta entender que a existência é a soma dos actos, e que de actos se faz a cena, e que de cenas a vida compõem uma peça.
Trágico, drama, sensorial, humor, ficção, comedia e pranto. Tudo é válido, tudo representa os elementos. Ar, terra, fogo e água descreve emoção. O entendimento é cognitivo e o saldo final é negativo, o intervalo de confiança sem consideração descritiva não é válido e o desvio padrão inexistente. O coeficiente de variância é nulo. A cognição não se entende pela razão.
As emoções são ricas e sábias, não têm análise preponderante ou não deviam de ter. Apenas sentidas são vivas. Movem mares e desertos, ventos e tempestades, maremotos e terramotos e a mim. A significância de ser vive-se, mais do que se pensa. Esta noite não tive medo e fiquei acordado a trabalhar. Vi a trovoada enfeitada de riscos no universo. Ouvi os deuses trocar de impressões e decidir. Vi-me, ouvi-me e revi-me. Enquanto isso trabalhei e já pela manha adormeci. Estou seguro neste porto donde parto, onde me atraco. Sou empático. As pessoas têm-mo dito com um sorriso de entendimento e colaboração.
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