“aluamentos”
Os dias passam por mim mais cansados do que eu. Trabalhar dezasseis horas por dia para além de me alienar, abre e fecha simultaneamente um ciclo. Será o início de vários ciclos iguais. Dá-me que pensar. Revejo-me. Ando para trás e solto-me, creio mais do que acredito. Sinto a energia. Tudo numa solidão ausente de ausência. Jamais conseguiria dividir as minhas “taras”. O próximo evento (não social) porque eu sou daqueles que nasceram para trabalhar e as coisas não me vêem parar ao prato da sopa, terá epílogo em Outubro, e, começará hoje mesmo a fase final. Fase final já iniciada, feita de noites trabalhadas, fumadas à varanda, de “aluamentos” que vão e vêem, de loucuras pensadas e lucidez forçada. Enquanto isso a luz soçobra e a lua cresce. Daqui a pouco vou ao médico, espero regressar em breve aos relvados....
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