E se nós!...
Escuto uma luz ténue e límpida ao fim da tarde. O pressuposto donde parto é enfadonhamente extravagante. Rasgo as tuas fotos e salpico o caminho como se de folhas outonais se tratassem. Perco-me na desfolhada. Espalho-me de cores. Queria ser outra lua, outro encanto, outra rua. Perco-me nos teus olhos abertos e beijados. Anteontem já está longe e parece-me maior o espaço de tempo para depois de amanhã. Escavo e revolvo em mim. Tenho uma porção de viagens e uma ou duas decisões tomadas. Achava bem que o mundo tivesse uns braços onde se pudesse adormecer. Que cheirasse a azinho, eucalipto e pinhal na cidade. Que as roupas fossem coloridas e largas. Que nos sentássemos em esplanadas frescas e conversássemos descomplexados e sorridentes. Que chorássemos sempre que necessário. Que escrevêssemos, lêssemos e tocássemos em conjunto. Nos despedíssemos em melodia e nos inspirássemos em conjunto de sons vadios multiplicados.
E se nós !...
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