Luarzando
Admito que não sei o que vai acontecer amanhã, mas uma coisa eu sei. Só uma. Sei que as pessoas optimistas terão um bom futuro e as pessimistas terão um futuro difícil. O interessante nisto é que as mesmas coisas acontecerão a ambas.
Toda a gente quer amor como alivio para a dor. A ditadura é dura. É uma armadura, e a pide é permanente.
A vida é uma aventura, como a sorte ou morte?
Há seres humanos com vários e outros com ovários. Existe o vento quente, o demente, o dormente e o doente. Há ventos de norte e tempestades de sul. Vamo-nos salvar antes que o sol apodreça e a vida nos cubra de terra e cinza e de rasto de pó deixado.
A vida? Qual é ela? Cinderela?
Já fui deserdado e herdado de novo. Faminto, roto e nu, desportista, músico, professor e doutor. Sou aquilo que fui e serei o que quiser ser.
Luz?
Sempre mais. Fel e mel, luarzando por aí montado nuns acordes de jazz.
Inventemos a musica impopular portuguesa, vá lá, inventemos. Uma qualquer rede social adicionará a musica impopular portuguesa. Nem reparámos que o IVA subiu. Estávamos ocupados com a visita Papal.
As pedras da calçada não choram, gemem desencanto. Desencanto social socrático com a bênção do Sr. agora dos passos, antes coelho, em preparação corporativa e cooperativa de um grémio institucional e estratégico de encher a pança aos burgueses.
Deus anda de lado.
Chamo-me nada e vivo nesta terra, que tem Deus do seu lado, não chamando pelos mortos.
Vou cooperar e competir. Sou cooptição.
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