Ausência activa de tristeza

Ausência activa de tristeza. Um conceito, uma forma de entendimento, uma metamorfose, nem sempre clara e raramente evidente. Os dias despreocupados sem despertador e a roupa a condizer são escassos. A ausência activa de tristeza lembra-me a presença colectiva de alegria. Alegria sim, aquele bem raro que não tem tempo ou espaço. Aquela anti-premeditada forma de sentir que vem sem se esperar e se vai sem se querer.


 


O verão é prodigioso. As noites de verão são sobrenaturais. As manhãs são claras e apetece saltar da cama e abraçar o sol. Passei pelo castelo para rever Africa e umas misturas colectivas de acordes vindos do mundo. Está a ficar na moda e inundado. Pessoas de mais. Imagem a mais. O colectivismo associado e corporativo no seu expoente.


 


Revi Al Berto e o Vasco da Gama recordado como patrono. O Vasco pode ter sido muito importante, descobriu novos mundos e a arte de marejar, mas o Al Berto descobriu a praia, o azul, o mar mais balançado, as cores mais vivas, a alma de poeta proeminente e a vela desfraldada do amor. Seduz-me e encanta-me mais. Vejo com os olhos emprestados das suas palavras a ausência activa de tristeza.

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