As estrelas voam dentro de mim e do mar

Passo a passo,


Gota a gota,


Destruo o atalho.


 


Encho de abundância este mar,


Pronuncio sílabas desembolsadas,


Fatigadas.


 


Oiço-me estridente noutro lugar,


Ausente,


O verão ainda não acordou.


 


As estrelas voam dentro de mim e do mar,


A madrugada aperta-me,


Solto vibrantes tremores.


 


Afago-me e invento:


“O dia mais cruel e sábio não existe sem razão aparente. Fecundado antes, é avisado pela irracionalidade, parida de paixão”

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