Sabe-me

Sabe a terra esta aventura de existir subsistindo,


Sabe a vinho,


A embriaguez da loucura sôfrega da tua boca.


 


Sabes-me, sabe-me,


Amarrado solto-me dessas amarras,


Tal peixe libertado prisioneiro de anzol.


 


Vocifero, rouco, louco, muito, pouco,


Afluente da foz,


Amor prescreve, desamor.


 


Consequência esta, inconsequente e Ilógica,


Areia dourada de praia,


Mar estafado de marés.


 


Sabem-me a luar,


As recordações acidas,


Do teu corpo (a)mar.

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