E até o Jazz foi presente e dedicado

Tenho o teu cheiro nas minhas veias, o teu abraço sufocado no meu pescoço. Tenho a tua boca na minha, mel, beijos e segredos confiados. Erguem-se os corpos ao espelho do sol. Recolho o que sobra da face e dos braços de cada jornada de ausência. O rio visto da encosta é sofrido e desenfreado, inquieto e endiabrado de tranquilidade.


 


Pérolas são os teus olhos,


Cicatriz que fica do teu abraço,


Palavras soltas que me soprastes,


E até o Jazz foi presente e dedicado,


Numa noite tardia inacabada.


 


Descida a rua, juntos bebericamos,


Palavras gastas de uma companhia não convidada,


Que nos incendiou de fogo o peito,


De tamanha ousadia,


Em nós descrente.


 


Mesmo sem te ter aqui, aqui te sei,


Melodia e vontade,


De mais te ter e saber,


Desse nome de guerra que não o é,


E que nunca achei que o fosse.


 


Por não te saber conhecida, este sentir não está errado. Retenho o teu cheiro nas minhas veias.

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