Purpura
É urgente, muito urgente saber de ti,
Não te saber iminente,
É como afrontar os lírios que secam sem a água das minhas lágrimas.
Comprovado. Existes como Fellini, feiticeira dos meus feitiços,
Sacrossanto este sentir estanque.
Não te saber iminente é a urgência da minha demência.
Estás, estou, somos, sou
Sentir esta anunciada e oculta presença carnal acontecida,
Decifrada foi na manhã de luz cometida.
É tanto, mais do que eu próprio,
Ter o teu corpo em tremura,
Os meus beijos são a saudade, a cor?
…É purpura.
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