M.
Quanto mais me prendo mais lágrimas gemo,
Mais revivo os momentos,
De gargalhadas líricas,
E de vida que se apanha na brisa da noite.
Quanto mais me solto,
Mais lágrimas povoam os meus olhos,
De restos que me sobram,
Construídos de frequência,
De um grito não arrancado.
Quanto mais me urge o entendimento,
Mais se me exige inteligência e razão,
Mais se me oprime o sentimento,
Mais me habitam nos olhos, prisão e lágrimas.
O tempo faz a sua parte, sem me dizer quanto tempo dura, o tempo da morte.
Comentários
Postar um comentário