O que sobra ?
O que sobra ?
Do alto, a Berlenga desnudou-se num aceno antecipado de despedida. Os sóis violaram as nuvens rasgando-as. O mar espraiado acariciado de brilhos, agraciou a despedida com vida.
O que resta e o que sobra, é o respeito mesclado com saudade.
O coveiro tem na cara a cor da terra e as covas da vida. Os amigos têm a cor do céu, como os teus olhos emprestaram ao teu sorriso decifrado, momentos.
Não sei se existe uma última morada ou primeira, se existe por aí solta a liberdade de um adeus que vou partir, ou um ate já amigos.
Do alto deste morro sossego neste horizonte de luz. Abraço amigo.
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