Quando?!

Quando dentro de mim as certezas esbarram com as incertezas e o tempo me invade o olhar alterando-me o disfarce, tenho a resposta que procuro nas horas seguintes castrando a negação das evidências.

Quando me doem os ombros e coloco o meu olhar num lugar distante quase demente, existe dentro de mim os escombros que procuro para reconstruir, tenho a resposta em mim do que tento achar na distância do meu eu.

Quando me tento disfarçar trocando os sentidos, tenho dentro de mim o sinal obrigatório do sentido que careço e procuro.

Quando me exponho à verdade que sinto, aniquilo a verdade produzida que gerei.

De cada vez que me desconstruo avanço pedaços de vida em direcção a mim próprio e, sou mais eu em cada porção de mim mesmo.

De cada vez que me arrebato sinto as estações bailarem-me nos pulsos que ergo sem temor.


 

Comentários

  1. vou escrever este numa tela, grande
    Vai ser uma prenda tua para mim, para o meu novo lar, e + 1ano dia 20/4.
    Abraço

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  2. Copiei este, todo, nele todo estão pedaços de mim

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