Doce olhar
Algemo as minhas mãos aos teus olhos doces,
Desmagnetizadas são as palavras que solto em teu redor.
Avanças, e penso que decifraste,
Recuas, e sei que ignoraste.
Mas nem as palavras têm magnetismo em ti,
Nem as tuas passadas soluçaram em qualquer direcção.
Somente a minha mente me atraiçoou,
E as algemas se tornaram em prisão,
As minhas mãos são na verdade,
A tua decisão.
Perturbado estado presente este de ausência,
As cores todas juntas ficaram alvas,
E o meu encanto desmoronou-se.
Retenho frases soltas que se colaram no meu peito,
Construo um sentido que desentendo,
E o sol já não se poe mais no horizonte.
A poente jorra o rio esperança morta à nascença.
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