Ao chiado
geme o contrabaixo,
e um,
a quem chamam “de louco”,
troca moedas por rabiscados desenhos.
as escadas que sobem,
são empedradas pelas que descem,
são perfumadas por um adocicado cheiro que fumega,
dizem ser inspiração,
da musica que se desenha,
com o que se desenha na musica.
há jazz ao Chiado do Pessoa,
uma mulher empalidecida pede adormecida,
diz-me ter fome de pão,
e sono de dormida,
desperto-me neste mundo existente,
da musica que me rasga,
do despertar que me sufoca.
Há acordes soltos engalanados de cortinados vermelhos aveludados,
… ao Chiado!
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