Sempre lá estarás com as manhãs
Sempre lá estás com as manhãs, abreviando o meu acordar,
Sempre te despedes como os finais de tarde para me poupares a despedida,
E eu amanheço mil vezes por dia,
E despeço-me adiando intemporalmente a ausência.
Acendo velas à esperança que aguento,
E esvazio a solidão num ápice,
Quanto mais depressa mais dói e mais depressa sara,
Coloco as minhas asas e solto livre o pensamento,
Num voo nocturno a lua e o abismo salvam-me.
Sempre lá estarás com as manhãs, aliviando o meu acordar.
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