Sustento da lua
Cega-me a claridade desta percepção que antecipo,
Este bosque plantado em mim amanhece no meu amago,
Ontem perdi a saudade na noite de lua encoberta pelas nuvens.
Não me faz falta,
Não me mata,
Não me desperta,
Não me enfraquece,
Ou faz viver.
Hoje sinto relâmpagos intercederam na minha existência,
Um cheiro a flores decapa-me em descoberta,
Removem-se-me impurezas que a chuva não levou.
Óxido o pensamento,
Hoje relembro o exercício de reviver,
Do renascimento que me deu Dezembro do milénio anterior.
Hoje sustento-me de lua,
Ausente ou apartada, presente.
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