A sombra pesa
A sombra tem o peso do fresco dela mesmo,
As manhãs terminam mais as tardes,
Restam as noites que temo que se excluam conjuntamente.
Resta-me de um mar agonizado onde me perco,
Mais um nevoeiro de papelão caído,
E as hostes dos mandatários da cobardia.
Resta-me uma esperança vã,
E uns homens embonecados de fatos caros,
Que escrevem leis que me obrigam a aceder.
Resta-me um País desfigurado,
Desculturado, oprimido e angustiado,
Sem revolução vigente que se revolte.
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