Devolvidas as lágrimas
Devolve-me as noites bravias em que possuíste a minha alma,
Em que seduziste o tempo à sua redução miserável,
E ostentaste como um trofeu todos os enganos.
Pelo menos devolve-me a esperança,
E podes permanecer com o que possuíste,
Mais a lágrimas que voltarão disfarçadas de saudade.
Volto assim regressado à vida,
Envolto em flores que o meu jardim não secou,
Abraçando os pedaços de poesia que sobram de mim.
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