Folha caída

E agora fala-me de ti,


De uma forma destemida e orgânica,


Sem teres a certeza absoluta que eu te escuto ou ouço.


 


Fala-me sem pensares no vulcão que emerge em ti,


Fala-me. Fala-me como se eu não ouvisse,


Fala-me sentindo só.


 


E agora não me fales mais de ti,


Com essas palavras sem improviso,


Com esse calculo de matriz de caso notável,


Como se as palavras fossem o terceiro grau de uma equação,


Ou como se em mim existisse apenas o sabor doce das palavas que sinto amargas.


 


E agora falo-te eu de mim,


Com pequenas considerações óbvias e sentir.


É época de fruta madura caída da árvore,


Mais saborosa do que a aquela que ainda há-de cair,


Eu já caí da folha da árvore.

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