Palestina
Homens que mandam noutros homens,
Crianças mortas em nome da liberdade.
Eu quero ser dos que morrem,
E dos que ardem de verdade.
Os meus dentes rangem raiva,
Em cada corpo de menino a caminho de ser homem,
Sepultado,
Seja em que faixa do mundo for,
Mais do que raiva sinto dor.
Voltaria a suicidar-me todos os dias um bocadinho se o meu flagelo fosse escutado,
Se a minha luta vingasse.
Se eu pudesse espalhar arte nas carabinas,
E nas pontas dos misseis poetas transportar,
Cantaria,
Arco-íris,
Livros,
Musica,
E fraternidade.
Que porra esta de mundo que enterra meninos, a caminho de serem homens.
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