Rio reflectido
O rio embala as árvores reflectidas sossegadamente sobre a noite,
este silêncio é uma avalanche de sons que me acalma,
aqui,
na margem,
e à margem,
fico à espreita que mais estrelas cadentes dourem o firmamento,
que mais lábios de silêncio,
me entreguem o céu.
Já é madrugada,
madrugada feita de delírio e loucura insaciada,
tenho que partir, e, não penso em nascer outra vez.
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