Saudade da existência da ausência
Transfiguram-se as faces na ausência,
Por vezes quero recordar-me de expressões,
Faço força, muita força e não consigo de um forma nítida recordar-me,
Recordo as sílabas, os cheiros, os lugares, os prantos e os rires, o toque, a sabedoria e as imagens enevoadas, mas não vislumbro a expressão,
A ausência deixa-me vontade de estar,
A ausência é um mar com vagas enormes de saudade,
O reencontro das almas far-se-á nem que seja na saudade da existência da ausência,
“Olá tudo bem, estou aqui e pensei em ti, apesar de não nos vermos há muito tempo estamos juntos”, isto é grande!
Enorme, esta ausência de saudade saudada.
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