Desprendidas as palavras !...
As palavras vivas soltaram-se do meu porto,
desprenderam-se mortas da ilusão de as ter presas,
imunes à infecciosa epidemia de querer dizer sentindo,
o que sinto dizendo no que escrevo,
as palavras pintadas na tela que construo,
em tons pastel e purpura nitidez,
soltaram-se do meu porto,
desprenderam-se de mim,
já não me pertencem,
têm vida,
não têm fim.
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