Dia de luz
Tenho engomado uma vestimenta que hei-de vestir num dia de luz,
cravado com teu nome viperino,
assaz me sinto, envenenado peregrino.
Pôs-se o arco iris no fundo da planície,
as árvores balançam como gente,
do lado de fora de mim, dor aguda, pungente.
No cabo de mar,
desconsolado solto as minhas mágoas,
dos meus olhos nascente, rebentam águas.
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