Exílio perfumado

A revolução das minhas mãos pediu exílio para junto de uma face onde não se apaga nunca o perfume que a carícia deixou.


Elixir quente e suave,

Quase como uma bátega fresca solta de um verão quente.

Quase como um raio de sol rasgando um inverno rigoroso numa claridade inesperada.

Quase como bonança em tempestade esperada.

Quase como a lua adivinhada entre as estrelas e o céu adormecido no mar.



Concedido o exilio às minhas mãos cerra-se o perfume da recordação.

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