Bebo nas palavras o que retiro da vida,
Bebo nas palavras o que retiro da vida,
Somente as virgulas são dementes,
Tudo o resto são pétalas que abrilhantam a minha existência.
Não perduro ao tempo que me foge,
Não me agiganto ao pó levantado dos meus passos,
Sôfrego respiro a imensidão que me limita.
Assim penso,
Assim contemplo o mar sempre vivo,
Assim sou tudo e nada.
Resplandecente na outrora madrugada em que acordei,
Desperto os sentidos que me restam,
E bebo nas palavras o que retiro da vida.
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