A música, os cheiros, a felicidade
A música, os cheiros e a felicidade … os contornos existenciais mais os temporais.
A música sabe-me a diversas formas de felicidade em diferentes épocas da minha vida. Umas ácidas. Outras doces. Outras descobertas. Outras velhas conhecidas revisitadas de tempos a tempos.
As minhas emoções estão para a música, assim como a felicidade está para a vida. A forma como aprecio e descubro uma música, é a mesma como atento, descubro a felicidade mesmo quando esta se esconde. Às vezes não compreendo se estou deprimido ou apenas triste. A tristeza para mim é confusa. Confundo-a com a saudade e com a falta de esperança. Confundo-a com o meu lugar no mundo.
Depois existem as recordações que teimam em não ter passado, e o passado que teima em ser presente e os dois, assassinam o futuro na incerteza da descoberta, e na construção ciente do meu pequeno tamanho terreno. E, aqui de alguma forma questiono-me.
Ainda não desisti de descobrir a existência de deus, seja de que forma ela se me apresentar.
Sei das forças das marés que não conheço a não ser, nessa mesma forma que me é apresentada, assim como o vento, o mar, as estrelas, a lua e o nevoeiro.
Por vezes penso:
“Não será ele só mais um devoto elemento?” Como a música, os cheiros e a felicidade, mais a predisposição para alcançar?
A música, os cheiros, a felicidade, os elementos e a predisposição, sou eu mesmo à minha exclusiva procura no meu restrito reencontro.
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