O vento leva-me

 


Canto uma canção com mágoa de um mês que ainda vem em terras de lá,


Canto debruçado na janela entreaberta,


Onde sonho ver uma sombra apressada,


Pisando a terra revoltada a caminho da porta do poema,


Vejo a rua onde vivo em Março, chorar lagrimas de Dezembro,


E oiço o vento,


E o vento passa,


E o vento leva-me até ti.

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