Dias velhos iludidos que são novos
Dias velhos iludidos que são novos,
Sem substancial mudança que assusta,
E dá-se à reforma do mês, dia ou ano,
O advento da transformação,
Renegada todos os dias anteriores.
Creio na metamorfose sem data que a defina,
E nos dias não numerados,
O meu velho coração tem a mesma definição,
E a roupagem que o forra é na mesma emoção,
São os velhos dias iludidos que são novos.
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