Sinto-me chão
Sinto-me chão quando me dizem louco,
Sinto-me planície quando me dizem torto,
Sinto-me regresso quando me sinto povo.
Povo feito de gente,
Peito que sinto ardente,
Sinto-mo louco não demente.
Nas farpas que o meu sangue jorra,
Constituído desentendimento,
Complexo e amargurado põe-se o sol lá no poente.
Deambulo na hipocrisia,
Das verdades como um todo,
Recato-me nesta ironia de muito mais sóbrio que louco.
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