Luto pelo luto de uma recordação de amizade (Parte IV)
Olhámo-nos e trocamos sorrisos sobre música,
Sentados sob o pó do chão.
Embriagámo-nos pelo cheiro em nosso redor,
Arriscámos ser amigos,
Depois, agora, já não nos vemos mais,
E quando nos cruzamos, somos apenas o tempo em que fomos amigos.
Construímos o tempo de ser,
E a vida fez-nos ser nós.
E sendo nós, dissemelhantes,
Já não somos mais, os dois rapazes sentados sob o chão de pó.
Um de nós deixou de o ser, sendo,
Afinal, não habitávamos as mesmas estrelas do imaginário.
Comentários
Postar um comentário