Deslaça-se e prende-se a mim eu próprio

Respiro a noite pela fresta que a lua deixa crescente,


Tal qual se sente acrescentada,


Desprendida a minha alma.


 


Deslaço em mim, eu próprio.


 


Sem sono deixo entrar a vida,


Nesta noite ultima,


Primeira de flores semeadas.


 


Prendo em mim a lua e rego-a de pétalas.


 


Metamorfose no meu despertar,


Sossego a minha inquietude,


Deixo pernoitar em mim o medo, pela vida.


 


 


Deslaça-se e prende-se a mim eu próprio, a lua, as pétalas, e o medo desfigurado em vida.

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