escrevo o que me resta
Quando já nem o sal brota dos meus olhos,
Nem as palavras se cravam,
Ou sangram no meu peito.
Quando já nem as rosas perfumadas se desprendem,
Nem o jardim se enche de primavera,
Soltam-se apenas agrestes as palavras
porque tudo o mais, morreu.
Tortas estas linhas direitas onde navego,
E com que escrevo o que me resta,
Sobram-me os abraços em sorte,
a vida, depois a morte,
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