olhares
A minha existência é hoje e todos os dias que foram a minha vida. A minha vida não interessa nada a não ser a meia dúzia de pessoas, que já não são sequer meia dúzia, mas algumas ainda são pessoas.
Ser pessoa é ser inquietação,
Posso esquecer-me de palavras e de nomes,
Não me esqueço do que sinto,
Do que senti,
E não me esquecendo de nada posso esquecer-me de mim,
Há olhares que não voltei a ver mas não esqueço
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