Pela paz, à paz.
Rabisquei uma flor, uma gaivota e a paz segurada num sorriso,
Sobrou ódio de tudo e de nada,
Já dancei com mulheres irmãs dos meus assassinos,
E na escola, na cadeira ao lado da minha, sentava o irmão que a minha pátria acolheu,
Desenhei olhos negros e belos do que via das mulheres,
Defendi habitação e igualdade,
Pintei de escuro o racismo e ergui o punho pela arte,
Morremos hoje todos mais um pedaço,
Sem desculpas ou ajustamentos do nome que tem a palavra assassino,
E no alcorão em nenhum sitio está desenhada a guerra,
Não está escrito em nenhum lugar, o lugar que jihad executou.
Pela paz, à paz.
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