Tenho o teu cheiro nas minhas veias
Tenho o teu cheiro nas minhas veias, o teu abraço sufocado no meu pescoço.
Tenho na minha boca a tua, mais o mel, os beijos e os segredos confiados.
Erguem-se os corpos espelhados no sol. Recolho o que sobra da tua face e dos abraços da jornada de ausência.
O rio visto da encosta é sofrido e desenfreado, inquieto, endiabrado e tranquilo.
Por não te saber conhecida este sentir não é errante.
Retenho o teu cheiro nas minhas veias e o teu abraço sufocado no meu pescoço.
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