Tu não estás mesmo que me habites

Na ponta do cabo onde o mar e a terra se abraçam sentei-me,


Cansado, vi o mundo no teu rosto,


 


Tu não estavas mesmo que habitasses ali, ao meu lado,


Descansei do cansaço que levei,


 


Sentei-me muito alto,


O mar espumava calmo,


 


Parecia-me pequeno e distante,


E enorme quanto mais longe,


 


As gaivotas fingem sempre que não me veem,


E o vento faz como o sol,


 


Acena-me,


Descansado fiquei do cansaço que deixei.

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