Assimetria dos sentires.
Desordenados sentires de loucas vontades desmedidas, desconexas de entendimento, desarticuladas e por verificar. São como o norte e o sul, a primavera e o outono, a presença e a solidão, a inadequação e a confortabilidade.
- Tudo o que experimento não cabe dentro de mim.
É como se as árvores da floresta não se conhecessem umas às outras, e as ondas do mar fossem desprendidas delas mesmas, e o cheiro a pinho se soltasse da madrugada, e a madrugada cheirasse a giesta, e o mar tivesse luar, e o luar marés.
- Tudo o que sinto se avassala dentro de mim.
Esta assimetria de sentir não é ajustável na minha essência. A minha essência é desajustada a uma dissemelhança desarticulada que só sente, que não entende tudo o que a sustenta.
Assimétrica está esta manhã, onde o sol já se põe e a lua está a nascer nesta desigualdade de sentires.
- Tudo o que experimento e sinto é: a assimetria dos sentires.
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